sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Resultados



Nosso projeto foi um sucesso! Graças à todo nosso esforço, não só do 9º ano A, mas sim de todos os que estavam realmente envolvidos com o projeto, conseguimos chegar ao nosso resultado.
Deu trabalho fazer tudo? Sim, e como, mas valeu muito a pena. Foi um trabalho não só artístico, mas também intelectual e cultural que conseguiu atingir a todos.
Nós só temos a agradecer à presença, ao apoio, à dedicação de todo mundo, que sem isso, não conseguiríamos chegar onde chegamos. Nosso Brasil de Areia não acaba por aí.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Está chegando!

Dia 25 de Outubro estaremos com a exposição do projeto "Nada será como antes" no Colégio Satélite - Rua Mimas, 205 - às 19 horas e esperamos vocês lá. 


Obs:  não estamos tendo tempo para postagens por estarmos correndo para deixar tudo pronto para sexta.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Desculpas

Devido à época de provas, fiquei um bom tempo sem postar, e peço desculpas pela falha... Vamos voltar à ativa?

sábado, 10 de agosto de 2013

"O que você faz pela paz?" Produção textual 6

O que você faz pela paz?
Não sei dizer
Mas tento ajudar com atos bons
E às vezes, não consigo

Mas sei que tentei
Consegui
Pelo menos ajudei
Uma ou outra pessoa por aí

Às vezes eu sei que ninguém vê
Mas não me importo
Por que sei que ajudei
O que você faz pela paz?

Por: Erick Einstein Ribeiro

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

"O que você faz pela paz?" Produção textual 5

O dia começa,
E aquela pequena criança?
Duvido que possua esperança
Nas ruas deste mundo
Só vejo a maldita maldade
Que assombra
Os infantis sonhos
Que tenebrosamente destrói
Aquele possível futuro

E a paz?
Sinceramente, a ignorância só me permite
Ver a escuridão
Afirma
Que é venenosa
Essa forma profunda
Que detona os sonhos
Como posso conseguir viver
Com medo de tudo?

Já não consigo ajudar
A mudar isso
Minhas veias foram tomadas
E meu corpo está sendo levado
Por essa gigante onda
Que destrói as maravilhas e impede a paz

Abra o coração
E deixe ser levado pela multidão
Que traria novamente a vida

Por: Emeni Said Shehade

sexta-feira, 26 de julho de 2013

"O que você faz pela paz?" Produção textual 4

No momento atual, o Brasil está vivendo uma época de protestos e manifestações. Pela primeira vez em muito tempo a revolução está na cabeça do povo, não o futebol e muitos artistas nacionais e internacionais deram apoio, participaram e colaboraram com as manifestações.
Essas manifestações não são apenas pela redução das tarifas do transporte público, mas pela saúde, e educação precárias, pelos baixos salários de professores, contra a corrupção, contra a alienação e contra a falta de paz.
Ao me deparar com a pergunta "o que você faz pela paz?", logo pensei na palavra REVOLUÇÃO, pois acredito que, no Brasil atual, apenas com uma revolução teremos paz. É pela paz que milhões de protestantes mantêm essa mente com ideais revolucionários.
Muitas pessoas acreditam que, o máximo que se pode fazer pela paz é ser uma boa pessoa, não brigar, entre outras atitudes que, na realidade, ajudam com a paz, mas de que adianta isso se não tivermos a revolução em nossa mente?
Não estou pedindo para que sempre que uma coisinha ou outra estiverem erradas, juntar um grupo de pessoas e tentar mudar o país, mas peço para que, se a paz não fizer mais parte do nosso cotidiano, tenhamos a revolução em mente e comecemos mudando o nosso interior.

Por: Maria Luiza Vieira Nunes

sábado, 20 de julho de 2013

"O que você faz pela paz?" Produção Textual 3

O que eu faço ou poderia fazer pela minha,  nossa, sua, vossa voz? Como a própria música cita "você acredita ou não? O que nós fazemos pela qual? Será o meu, o seu máximo para a paz?"
Só a partir das revoltas que conseguiremos proceder com a paz, só depois de várias guerras conseguiremos a paz, depois da revolta de seus agressores.
Teremos que conquistar a paz, mas só a teremos se nos unirmos, sem totais divergências, nada de protestos entre nós e os outros.

Por: Nathan Alexande

quarta-feira, 17 de julho de 2013

"O que você faz pela paz?" Produção textual 2

Para mim, paz é união. Você só vai estar em paz se estiver unido, seja com amigos, família ou até desconhecidos. Você também já deve ter se perguntado pra que as guerras,  roubos, assassinatos e amor e de que adianta aquilo que foi feito para nos proteger, seja lutando pelo país ou não. Este ano, o Brasil acordou e milhões de pessoas estão indo às ruas para protestar e dizer aos políticos que isso NÃO ESTÁ CERTO. Não precisamos de estádios, precisamos de escolas, hospitais, melhoras no transporte público. Lutamos por nossas coisas. Eles gastam milhões para fazer estádios, então quando estiver doente, vá ao estádio... O Brasil acordou e vai mudar e para mim, essa é paz, lutar, unir-se para resgatar o que é nosso por direito.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

"O que você faz pela paz?" Produções textuais 1

E a paz? O que eu faço com ela? Ou melhor, por ela? Cresci acreditando em uma possível quebra desta, já que nunca antes eu houvera presenciado um movimento tão grande em busca dela.
Percebi que eu nunca soube o verdadeiro significado da paz, porque  fui enganada por terceiros que tentam conquistá-la por meio da  guerra! Onde fomos parar?
Mas, e eu? O que eu faço pela paz? Acredito que nenhum ato é grandioso ou louvável o suficiente para isso. Talvez falo mais do que existo. Falo além daquilo que muitos são capazes de compreender e até mesmo além da minha compreensão.
Então eu afirmo, eu EXISTO pela paz! E isso é uma coisa que deve ser sentida e não pressionada. É como  um "vírus", silencioso. Você só se dá conta de que existe quando teu intelecto está dominado pelo mesmo.

Aline Tamasiro

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Revolução.

Segundo dicionários, no contexto em que estamos trabalhando, essa palavra pode signficar:
1. Mudança brusca e violenta na estrutura económica, social ou política de um Estado (ex.: a Revolução Francesa).
2. Reforma, transformação, mudança completa.
3. Perturbação moral, indignação, agitação.
 Cada pessoa tem para si um significado de "revolução". Exitem várias e várias pessoas idealizando uma revolução, estudando as revoluções que já aconteceram no mundo e respirando revolução. O que revolução é para você?

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Rosa de Hiroshima

Nas aulas de agora, estamos aprendendo e debatendo sobre ditadura e guerras mundiais, dois tópicos que nos levam a um nome: Vinícius de Moraes.
Nascido no Rio de Janeiro em 19 de outubro de 1913, foi um dos poetas e compositores brasileiros que vivenciou a época ditatorial. Teve "duas caras" em seus poemas: a parte mais cotidiana (que o acompanhou desde o início da sua carreira) e a parte com mais críticas sociais (que surgiu na época da ditadura).
Quando a Segunda Guerra Mundial estava acabando, os Estados Unidos, para mostrar seu "poder radioativo", lançou sobre o Japão duas bombas atômicas que caíram nas cidades de Hiroshima e Nagasaki.
A letra da música está sendo analisada em sala, junto com a professora de Língua Portuguesa.
"Pensem nas crianças mudas, telepáticas
Pensem nas meninas cegas, inexatas
Pensem nas mulheres, rotas alteradas
Pensem nas feridas como rosas cálidas
Ma, oh! não se esqueçam da rosa, da rosa
Da rosa de Hiroshima, a rosa hereditária
A rosa radioativa, estúpida inválida
A rosa com cirrose a antirosa atômica
Sem cor, sem perfume, sem rosa
Sem nada."


Graças a um evento curricular do Colégio, a Gincana Cultural, ficamos um tempo sem postagem novas, mas agora, estaremos de volta.
                                                                   

sábado, 18 de maio de 2013

Produção textual 8

Estávamos todos lá. Era a chance de mudar a forma de governo do nosso pais. Éramos mais de 15 mil e meu companheiro de partido Douglas estava muito entusiasmado pela ideia de revolução. Mal sabia que, agindo daquela forma, ele poderia quebrar nosso sistema.
Tenho certeza de que se não fosse pelo companheiro Marcelo, ele não estaria aqui hoje. Nossa manifestação era pacífica, mas esses policiais repressores eram ignorantes e não conseguiriam aguentar nossos argumentos revolucionários.
Mais de 15 mil, homens e mulheres, mas todos ali tinham medo daquela prisão a qual não sabíamos direito o que era, mas sabíamos que lá estavam muitos companheiros. Nomes eram difíceis de saber já que muitos ali já haviam trocado os deles várias vezes.
Eu não entendia Douglas. Parecia que ele estava na manifestação para ser preso e realmente isso iria acontecer se não fosse por um ato rápido e ágil de Marcelo, para que nosso amigo não fosse preso. Marcelo foi um repreensor.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Nem a rosa, nem o cravo

As frases perdem seu sentido, as palavras perdem sua significação costumeira, como dizer das árvores e das flores, dos teus olhos e do mar, das canoas e do cais, das borboletas nas árvores, quando as crianças são assassinadas friamente pelos nazistas? Como falar da gratuita beleza dos campos e das cidades, quando as bestas soltas no mundo ainda destroem os campos e as cidades?
Já viste um loiro trigal balançando ao vento? É das coisas mais belas do mundo, mas os hitleristas e seus cães danados destruíram os trigais e os povos morrem de fome. Como falar, então, da beleza, dessa beleza simples e pura da farinha e do pão, da água da fonte, do céu azul, do teu rosto na tarde? Não posso falar dessas coisas de todos os dias, dessas alegrias de todos os instantes. Porque elas estão perigando, todas elas, os trigais e o pão, a farinha e a água, o céu, o mar e teu rosto. Contra tudo que é a beleza cotidiana do homem, o nazifascismo se levantou, monstro medieval de torpe visão, de ávido apetite assassino. Outros que falem, se quiserem, das árvores nas tardes agrestes, das rosas em coloridos variados, das flores simples e dos versos mais belos e mais tristes. Outros que falem as grandes palavras de amor para a bem-amada, outros que digam dos crepúsculos e das noites de estrelas. Não tenho palavras, não tenho frases, vejo as árvores, os pássaros e a tarde, vejo teus olhos, vejo o crepúsculo bordando a cidade. Mas sobre todos esses quadros bóiam cadáveres de crianças que os nazis mataram, ao canto dos pássaros se mesclam os gritos dos velhos torturados nos campos de concentração, nos crepúsculos se fundem madrugadas de reféns fuzilados. E, quando a paisagem lembra o campo, o que eu vejo são os trigais destruídos ao passo das bestas hitleristas, os trigais que alimentavam antes as populações livres. Sobre toda a beleza paira a sombra da escravidão. É como u’a nuvem inesperada num céu azul e límpido. Como então encontrar palavras inocentes, doces palavras cariciosas, versos suaves e tristes? Perdi o sentido destas palavras, destas frases, elas me soam como uma traição neste momento.
Mas sei todas as palavras de ódio, do ódio mais profundo e mais mortal. Eles matam crianças e essa é a sua maneira de brincar o mais inocente dos brinquedos. Eles desonram a beleza das mulheres nos leitos imundos e essa é a sua maneira mais romântica de amar. Eles torturam os homens nos campos de concentração e essa é a sua maneira mais simples de construir o mundo. Eles invadiram as pátrias, escravizaram os povos, e esse é o ideal que levam no coração de lama. Como então ficar de olhos fechados para tudo isto e falar, com as palavras de sempre, com as frases de ontem, sobre a paisagem e os pássaros, a tarde e os teus olhos? É impossível porque os monstros estão sobre o mundo soltos e vorazes, a boca escorrendo sangue, os olhos amarelos, na ambição de escravizar. Os monstros pardos, os monstros negros e os monstros verdes.
Mas eu sei todas as palavras de ódio e essas, sim, têm um significado neste momento. Houve um dia em que eu falei do amor e encontrei para ele os mais doces vocábulos, as frases mais trabalhadas. Hoje só 0 ódio pode fazer com que o amor perdure sobre o mundo. Só 0 ódio ao fascismo, mas um ódio mortal, um ódio sem perdão, um ódio que venha do coração e que nos tome todo, que se faça dono de todas as nossas palavras, que nos impeça de ver qualquer espetáculo – desde o crepúsculo aos olhos da amada – sem que junto a ele vejamos o perigo que os cerca.
Jamais as tardes seriam doces e jamais as madrugadas seriam de esperança. Jamais os livros diriam coisas belas, nunca mais seria escrito um verso de amor. Sobre toda a beleza do mundo, sobre a farinha e o pão, sobre a pura água da fonte e sobre o mar, sobre teus olhos também, se debruçaria a desonra que é o nazifascismo, se eles tivessem conseguido dominar o mundo. Não restaria nenhuma parcela de beleza, a mais mínima. Amanhã saberei de novo palavras doces e frases cariciosas. Hoje só sei palavras de ódio, palavras de morte. Não encontrarás um cravo ou uma rosa, uma flor na minha literatura. Mas encontrarás um punhal ou um fuzil, encontrarás uma arma contra os inimigos da beleza, contra aqueles que amam as trevas e a desgraça, a lama e os esgotos, contra esses restos de podridão que sonharam esmagar a poesia, o amor e a liberdade!
Por: Jorge Amado

domingo, 5 de maio de 2013

Produção textual 7

Na ditadura você apenas olhava o que estava acontecendo. Respirar? Não sei... As pessoas estavam vivendo uma época que pode ser chamada de inferno. Falar? Jamais!
Estar andando na rua e do nada ser calado, capturado e preso. Isso era aquele inferno. Ser torturado e ainda não ter liberdade de expressão? Viver assim, apenas observando o que acontece, calado.
De uma hora para outra você está preso em algum lugar com pessoas que você não conhecia, mas sabia o que elas sentiam.
Ser torturado até a morte, ser jogado no meio da rua e ser dado como alguém que morreu atropelado. Preferia morrer do meu próprio veneno, como dizia Chico Buarque.
Ficar calado o tempo e depois ser torturado. A tortura já era ficar calado, já era viver naquela época, e logo depois ser torturado fisicamente. Já não era demais ter que suportar a dor sentimental? Para quem estava ali,   torturando, não.
Se hoje muitas pessoas são frias, não sabem o valor do amor ao próximo, se hoje somos mortos por bandidos sem motivos, imagine o que era viver naquela época. Realmente um inferno!
O pior de tudo é não poder fazer nada e vê-los se divertindo ao torturarem alguém na sua frente ou te torturarem... Não ter banho, talher para comer são coisas que hoje, para nós, são insignificantes, mas para quem estava preso significava tudo. Ter algum companheiro. São coisas pequenas a que eles davam muito valor.

Por: Débora Constantino

Produção textual 6

Eu estava lá, todo o tempo, ao seu lado, mas não pude fazer nada, só lhe acompanhar.
Às 11:05 da manhã, olhei para você, aquele rapaz tapando sua boca como se quisesse que você se calasse, mas não esqueço desse momento ou acontecimento até hoje.
Apenas fico pensando, ninguém mais poderá se expressar durante essa terrível época, a única lembrança que há lembrar de você, é aquela terrível imagem de você é aquela terrível imagem de você sendo calado naquela terrível época ditatorial  toda aquela multidão olhando você sento executado só porque você se expressou diante disso, nunca me esquecerei daquela terrível época.

Por: Nathan Alexandre

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Capitães da Areia em detalhes


  • Foco narrativo - A obra faz uso de um narrador onisciente que, mesmo relatando crimes, os assaltos e toda sorte de delitos realizados pelos Capitães da Areia , não deixa de mostrar o lado doce e carente dessas crianças que se lançaram ao crime como última possibilidade de sobrevivência.
  • Espaço - Cidade de Salvador, capital da Bahia e mais precisamente no velho trapiche que serve de esconderijo, moradia e ponto de encontro dos Capitães da Areia.
  • Tempo -  Cronologia bem marcada, com inúmeras citações de horas, dias da semana, etc.

Jorge, o mais amado do Brasil

Jorge Amado
Características principais de suas obras: 

  • Apresenta-se como o mais fecundo contador de histórias regionais da nossa literatura; 
  • Trabalha com a descrição de tipos marginais, pescadores, marinheiros, visando, através deles analisar toda a sociedade;
  • Usa e abusa de uma linguagem oral que retrata o falar do povo;
  • Apresenta, com frequência, grandes painéis coloridos e de fácil percepção a todo tipo de leitor; 
  • Seus romances são fortemente marcados pelo lirismo e alguns deles por uma postura ideológica explícita;
  • Segundo o próprio autor sua obra divide-se em dois grandes momentos: 
  1. A narrativa de denúncia da exploração dos trabalhadores e suas lutas politicas 
  2. A narrativa colorida de costumes
"Não sei fazer outra coisa... Então, primeiro, eu escrevo porque, bem ou mal, é a única coisa que sei fazer;
Segundo porque é um ofício que, sendo difícil é duro, por vezes dramático mesmo, é um ofício que dá também muita alegria, uma certa satisfação por ter feito alguma coisa... Eu escrevo por não poder deixar de escrever, de escrever romances, de recriar a vida."

Produção textual 5

Não poder fazer nada.
Estava na rua, andando, voltando do meu trabalho. Eu trabalhava no cartório e nesse dia tinha assinado e lido muitos papéis e estava muito cansado. Parecia que eu nunca tinha trabalhado tanto. E essa época era da ditadura, dias difíceis. Em 1955, eu tinha 25 anos. Estava quase chegando em minha casa quando me deparei com uma: um homem calando outro só porque ele fazia um discurso para poucas pessoas. Porém isso para a ditadura era demais. Eu fiquei olhando aquela cena e eu pensei: "Não posso fazer nada. Só assim evitaria acabar dentro de um caixão, como tantos homens que devem ter sido torturados por se negarem a entregar o seu grupo. E se algum deles falar? Ele com certeza iria morrer."
Nesse dia tinha um fotógrafo bem no local, ele tirou uma foto e eu sou o homem que estava olhando diretamente para a cena. Nesse dia eu voltei para casa revoltado por não poder fazer nada. Só podia ver e me calar. Nada mais. Hoje tenho 82 anos e só estou vivo pois não falei nada naquele dia.

Por: Rodrigo Costa

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Produção textual 4

O medo da verdade
Opressão. A primeira coisa que me vem à cabeça: a pessoa é obrigada a ficar calada. Uma só palavra define essa imagem: censura. Onde a pessoa é obrigada a aguentar tudo e ficar calada, ondem você sofre e não pode se defender, um lugar que você se sente diminuído, pois você tem que aguentar o sofrimento, angústia, amargura e também a solidão.
Acredito que a pior coisa é você não poder questionar; eu me ponho no lugar dessa pessoa e sinto amargura, me sinto na vontade de desabafar sabendo que não posso. Também me sinto na obrigação de me defender e de defender os outros, mas simplesmente não posso. Só iria causar dor e mais sofrimento.
Ao mesmo tempo, tenho muita raiva da pessoa que me cala,  mas posso sentir que essa pessoa também quer falar mas não pode.
De uma certa forma, vivenciar essa época deve ter sido a pior coisa que um ser humano pode ter vivenciado, uma forma de derrota, pois você está sendo dominado.
Ditadura. Uma palavra onde se encontra desespero, censura, opressão, sofrimento, ódio, mas tentamos, de alguma forma, encontrar qualquer coisa que nos dê sinal de esperança. Ao acabar esse pesadelo, é como se fosse um desabafo, sabendo que para chegar até ali foi um dos maiores sacrifícios. Agora, você fala o que te faz sofrer, o que te agoniza, pois agora não se encontra mais solidão nem sofrimento, pois não precisa mais tentar jogar algo através de músicas. Agora podemos nos libertar e dizer realmente o que nos irrita e nos faz ter mais medo. Podemos dizer a verdadeira realidade.

Por: Jhenipher Cordeiro