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sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Resultados



Nosso projeto foi um sucesso! Graças à todo nosso esforço, não só do 9º ano A, mas sim de todos os que estavam realmente envolvidos com o projeto, conseguimos chegar ao nosso resultado.
Deu trabalho fazer tudo? Sim, e como, mas valeu muito a pena. Foi um trabalho não só artístico, mas também intelectual e cultural que conseguiu atingir a todos.
Nós só temos a agradecer à presença, ao apoio, à dedicação de todo mundo, que sem isso, não conseguiríamos chegar onde chegamos. Nosso Brasil de Areia não acaba por aí.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Nome Completo 
Afonso Henriques de Lima Barreto

Quem foi
Lima Barreto foi um escritor e jornalista brasileiro. 

Nascimento
Lima Barreto nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 13 de maio de 1881.

Morte
Lima Barreto morreu na cidade do Rio de Janeiro em 1 de novembro de 1922.

Biografia resumida:
- Filho de pais pobres, ficou orfão de mãe ainda na infância (quando tinha 6 anos).
- Estudo no Colégio Pedro II (curso secundário) e no curso de Engenharia da Escola Politécnica.
- Abandonou o curso para trabalhar e sustentar a família. Trabalhou como escrevente coopista na Secretaria de Guerra.
- Para aumentar a renda, escrevia textos para jornais cariocas.
- Era simpático ao anarquismo e militou na imprensa socialista da época.
- Alcoólatra, teve vários problemas relacionados à depressão. Chegou a ser internado algumas vezes com problemas psiquiátricos.
- Faleceu aos 41 anos de idade.

Características e estilo literário:
- Escreveu romances, sátiras, contos, textos jornalísticos e críticas.
- Abordou em suas obras as grandes injustiças sociais;
- Fez críticas ao regime político da República Velha.
- Possuía um estilo literário fora dos padrões da época. Seu estilo era despojado, coloquial e fluente.
- É um escritor de transição entre o Realismo e o Modernismo. 

Principais obras
- Recordações do escrivão Isaías Caminha (1909)
- Triste fim de Policarpo Quaresma (1915)
- Numa e ninfa (1915)
- Os bruzundangas (1923)
- Clara dos Anjos (1948)
- Diário Íntimo (1953)

Frases
- "O Brasil não tem povo, tem público."
- "Tudo tem um limite e o football não goza do privilégio de cousa inteligente."

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Triste Fim de Policarpo Quaresma - Personagens (Parte 5)

Personagens vinculados ao sítio "Sossego"

Felizardo: muito trabalhador, foi contratado por Quaresma. Casado com a curandeira Sinhá Chica.
Era magro, alto, de longos braços, longas pernas, como um símio. (Capítulo III - Segunda parte)
Muito conversador, leva-e-traz. Rebentando a Revolta da Esquadra, foge para o mato para não ser recrutado

Tenente Antonino Dutra: escrivão da Coletoria de Curuzu, encarna, juntamente com o doutor Campos, os piores vícios de nossa política do interior. Foi se apresentar a Policarpo para conhecer suas posições políticas. Por não conseguir nada dele, depois de um tempo, atacou o major pela imprensa e intimou-o a pagar 500.000 réis de multa, por ter enviado umas batatas para o Rio, sem imposto.
Era um tipo comum, mas o que havia nele de estranho, era a gordura. Não era desmedida ou grotesca, mas tinha um aspecto desonesto. (Capítulo I - Segunda parte)
Doutor Campos: médico, presidente da Câmara Municipal de Curuzu.
Era o médico do lugar, morava, porém, fora, na sua fazenda. (Capitulo III - Segunda parte)
Médico medíocre, que sabia de cor uma meia dúzia de receitas, nas quais conseguira enquadrar as doenças locais. Tendo proposto um golpe a Quaresma, como este recusasse, passou a persegui-lo.
 
 

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Triste Fim de Policarpo Quaresma - Personagens (parte 4)

Contra-almirante Caldas: burocrata das repartições, nunca conseguiu embarcar. Certa vez, deram-lhe o comando de um navio existente, como não conseguiu encontrá-lo, apresentou-se aos superiores, foi, preso e submetido a julgamento.
... todo o seu azedume contra a Marinha se concentrou num longo trabalho de estudar leis, decretos, alvarás, avisos, consultas que se referiam a promoção de oficiais. (Capítulo III - Primeira parte)
Inocêncio Bustamante: Tinha a mesma mania por demandas do Caldas.
 Era renitente, teimoso mas servil e humilde. Antigo voluntário da pátria, possuindo honras de major, não havia um dia em que não fosse ao quartel-general ver o andamento do seu requerimento e de outros. (Capítulo III - Primeira parte)
Vivia solicitando medalhas, honras de tenente-coronel etc., acaba se fixando em apenas um ideal: a aposentadoria.

Genelício: bajulador e oportunista, fazia tudo para subir na vida.
Empregado do Tesouro, já no meio de carreira, moço de menos de trinta anos, ameaçava ter um grande futuro. Não havia ninguém mais bajulador e submisso que ele. Nenhum pudor, nenhuma vergonha! Enchia os chefes e os superiores de todo incenso que podia. [...] Acresce que Genelício juntava à sua segura posição administrativa, um curso de direito a acabar; e tantos títulos juntos não podiam deixar de impressionar favoravelmente às preocupações casamenteiras do casal Albernaz. (Capítulo III - Primeira parte)
Floriano Peixoto: Segundo presidente da República. Representa uma caricatura política, aqui apresentado com desprezo critico do narrador, que afirma sua imagem.
Era vulgar e desoladora. [...] Demais, a sua educação militar e sua fraca cultura deram mais realce a essa concepção infantil, raiando-a de violência, não tanto por ele em si, pela sua perversidade natural, pelo seu desprezo pela vida humana, mas pela fraqueza com que acobertou e não reprimiu a ferocidade dos seus auxiliares e asseclas.  (Capítulo I - Terceira parte)

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Triste Fim de Policarpo Quaresma - Personagens (parte 3)

General Albernaz: general que,
Durante toda a sua carreira militar, não viu uma única batalha, não tivera um comando, nada fizera que tivesse relação com a sua profissão e o seu curso de artilheiro. (Capítulo I - Primeira parte)
Generoso e leal, apresenta como uma das suas grandes preocupações casar suas filhas e arranjar pessoas influentes que facilitem a entrada do filho no Colégio Militar.

Vicente Coleoni: antigo amigo de Policarpo,
Quintandeiro ambulante, fora fornecedor da casa de Quaresma há vinte e tantos anos (Capítulo II - Primeira parte)
Tornaram-se compadres, uma vez que Policarpo é escolhido como padrinho de Olga, sua filha. Imigrante italiano a quem Quaresma emprestara dinheiro num momento difícil e que, vindo a prosperar em quitandas e na construção civil, jamais perdeu a gratidão. Bom e correto, mostrou-se sempre fiel a Quaresma, embora não chegasse a compreendê-lo totalmente.

Cavalcanti: noivo de Ismênia que teve o curso de odontologia custado pelo futuro sogro. Formado, dirigiu-se para o interior e nunca mais deu notícias
Para aquela gente toda, Cavalcanti não era mais um simples homem, era um homem e mais alguma coisa sagrada e de essência superior (Capítulo III - Primeira parte)
Doutor Armando Borges: personifica o pedantismo e a falta de escrúpulos.
Médio e rico, pela fortuna da mulher, ele não andava satisfeito. A ambição de dinheiro e o desejo de nomeada esporeavam-no. Já era médio do Hospital Sírio, onde ia três vezes por semana e, em meia hora, via trinta e mais doentes. Chegava, o enfermeiro dava-lhe informações, o doutor ia, de cama em cama, perguntando: "Como vai?" (Capítulo V - Segunda parte)
Seu grande sonho era ser médico do estado, e valeu-se da rebelião para alcançar seus objetivos. Desonesto, roubara escandalosamente de uma órfã rica - o que lhe valeu o desafeto da esposa. Achava que seu pergaminho e o anel de doutor tornavam-no superior aos mortais comuns.
 
 

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Triste Fim de Policarpo Quaresma - Personagens (parte 2)

Olga: afilhada de Quaresma, filha do compadre Coleoni,
Não só a luz dos seus grandes olhos negros, que quase cobriam toda a cavidade orbitária, fazia fulgurar o seu rosto móbil, como as sua pequena boca, de um desenho fino, exprimia bondade, malícia e o seu ar geral era de reflexão e curiosidade (Capítulo III - Segunda parte)
Sincera e sensível, compreende o padrinho e sempre o defende frente aos outros. Casou-se com o doutor Armando Borges, mas ao perceber seu fraco caráter e suas pouco louváveis qualidades desiludiu-se completamente.
Não foi desprezo, nojo que ela teve pelo marido; foi um sentimento mais calmo, menos ativo; desinteressou-se dele, destacou-se de sua pessoa. Ela sentiu que tinham cortado todos os laços de afeição, de simpatia, que prendiam ambos, toda ligação moral, enfim (Capítulo V - Primeira parte)
Ismênia: filha do general Albernaz, representa a mulher da época cujo único objetivo de vida é o casamento. Noiva havia anos de Cavalcanti, ante a fuga do noivo, cujo pedido de casamento fora tão comemorado, viu desmoronar o sentido de sua vida. Incapaz de reunir forças para reagir, humilhou-se, entristeceu-se, definhou, enlouqueceu e morreu.
As instruções, as satisfações íntimas, a alegria, tudo isso era inútil; a vida se resumia numa coisa: casar. (Capítulo III - Primeira parte)
Adelaide: irmã mais velha de Quaresma, em tudo, o seu oposto.
A irmã nunca entendera direito o irmão, com a crise não ficou compreendendo melhor; mas o sentira profundamente com o sentimento simples de irmã e desejava ardentemente sua cura (Capítulo IV - Primeira parte)
Embora carinhosa e zelosa com ele, censurava-o constantemente pela rigidez de suas escolhas.
 

domingo, 31 de março de 2013

Triste Fim de Policarpo Quaresma - Personagens (parte 1)

O autor cria personagens caricatos que beiram o ridículo. Pouquíssimos são poupados, atitude que demonstra a revolta de Lima Barreto para sempre o discriminou.

Major Policarpo Quaresma: protagonista da obra, era um homem de mais de  40 anos, extremamente patriótico, ufanista e nacionalista.
...uma disposição particular de seu espírito, forte sentimento que guiava sua vida. Policarpo era patriota. Desde moço, aí pelos vinte anos, o amor da pátria tomou-o todo inteiro. Não fora o amor comum, palrador e vazio; fora um sentimento sério, grave e absorvente. 
     Logo aos dezoito anos quis fazer-se militar, mas a junta de saúde julgou-o incapaz. Desgostou-se, sofreu, mas não maldisse a pátria. O ministério era liberal, ele se fez conservador e continuou a amar a "terra que o viu nascer". Impossibilitando de evoluir-se sob os dourados do exército procurou a administração e dos seus ramos escolheu o militar (Capítulo I - Primeira parte)
Era subsecretário do Arsenal de Guerra, e ni trabalho todos caçoavam dele:
- Este Quaresma! Que cacete. Pensa que somos meninos de tico-tico. Arre! Não tem outra conversa. (Capítulo I - Primeira parte) 
Havia quase trinta anos, a rotina do major servia de relógio para  a vizinhança. Vivia isolado, com a irmã Adelaide. Dedicava-se a estudar e conhecer o Brasil e suas riquezas, possuindo ótima biblioteca especializada nesse tema. Acaba se perdendo nesse fanatismo pela pátria que o cega de maneira ingênua e, ao final, perigosa.
Representa um personagem quixotesco que beira o ridículo e patético em muitas ocasiões. Como qualificado por Floriano: Quaresma é um visionário, um sonhador incorrigível.

Ricardo Coração dos Outros: também idealista, é um violonista amigo sincero de Quaresma, que não o abandona nos momentos mais difíceis. Sua fama vai crescendo durante a narrativa e ele chega a tocar em bairros mais sofisticados e a ser citado nos jornais.
Era magro, baixo, pálido, quase  sempre carregando um violão agasalhado numa bolsa de camurça. Vivendo para o violão e as modinhas, e para o ideal de chegar até Botafogo ficava alheio às contingências terrenas, isolado no seu cubículo de uma casa de cômodos, almoçando café, que ele mesmo fazia, e pão, indo à tarde jantar a uma tasca próxima (Capítulo I - Primeira Parte) 
  
 

quinta-feira, 28 de março de 2013

Livros 9º ano A - Triste Fim de Policarpo Quaresma

TRISTE FIM DE POLICARPO QUARESMA é um romance do pré-modernismo brasileiro e considerado por alguns o principal representante desse movimento.
Escrito por Lima Barreto, foi levado a público pela primeira vez em folhetins, publicados, entre Agosto e Outubro de 1911, na edição da tarde do Jornal do Commercio do Rio de Janeiro. Em 1915, também no Rio de Janeiro, a obra foi pela primeira vez impressa em livro, em edição do autor.
O romance discute principalmente a questão do nacionalismo, mas também fala do abismo entre as pessoas idealistas e aquelas que se preocupam apenas com seus interesses e com sua vida comum.
Com uma narrativa leve que em alguns pontos chega a ser cômica, mas sempre salpicada de pequenas críticas a vários aspectos da sociedade, a história se torna mais tensa apenas quando o autor analisa a loucura e no seu final, quando são feitas duras críticas ao positivismo e ao presidente Floriano Peixoto (1891 - 1894). 
O autor optou por escrever a narrativa numa linguagem próxima à informal falada entre os cariocas. Ela se desenvolve em torno de Policarpo Quaresma, brasileiro e extremamente nacionalista, e é dividida em três partes, cada uma contendo cinco capítulos.

"Ele estava ali, só com sua glória e o seu tormento, sem amor, sem confidente, sem amigo, só como um deus ou como um apóstolo em terra ingrata que não lhe quer ouvir a boa nova. Sofria em não ter um peito amado, amigo em que derramasse aquelas lágrimas que iam cair no solo indiferente. Por aí, lembrou-se dos famosos versos: Se choro... Bebe o pranto  a areia ardente..."

domingo, 24 de março de 2013

Produção: Expressionismo - loucura

Com a ideia de mostrar a loucura fazendo críticas ao mesmo tempo, foram feitas várias imagens pelos alunos. No caso, a loucura está relacionada ao livro Triste Fim de Policarpo Quaresma.


Desenhos  feitos pelos alunos: Pedro Henrique, Jhenipher Cordeiro, Aline Tamasiro, João Vitor Rodriques e Carolina Frias

quinta-feira, 21 de março de 2013

Debate sobre os livros: Capitães da Areia e Triste Fim de Policarpo Quaresma 2

  • Ambos trabalhavam com a distorção das regras
  • Existe um poder do Brasil que colabora com um grupo, não em coletivo
    • Sociedade injusta
  • Alienação - carência torna as pessoas alienadas
  • Negação -> pela sociedade
  • Fidelidade:
    • Entre o grupo (Capitães da Areia)
    • Com os próprios ideais (Triste Fim de Policarpo Quaresma)
  • Não tinham educação mas tinham mais informações sobre o mundo (Capitães)
  • Sociedade ignorante com direito a educação mas sem conhecimento (Policarpo)
  • HIERARQUIA
  • Exclusão:
    • da sociedade por serem pobres e abandonados (Capitães)
    • da sociedade por suas ideias além da capacidade daqueles que fugiram de suas raízes para seguir um contexto do que é ideal (Policarpo)
  • Imposição de regras inúteis para a sociedade

Debate sobre os livros: Capitães da Areia + Triste Fim de Policarpo Quaresma

Em comum, os livros falam sobre:

  • Contexto social como justificativa para violência (ditaduras)
  • Liderança e autoritarismo
  • Preconceito
  • Carência
  • Doença (associada à loucura)
  • Intolerância
  • Sistema unilateral organizado
  • Sonhos
  • Hierarquia
  • Exclusão social
  • Sistema inapto
  • Leis e regras
  • Honra / lealdade
  • Julgamento
  • Regras
  • Autenticidade
  • Autorretrato
  • Censura
  • Interesses próprios
  • Denuncia social
  • Alienação
  • Preconceito
  • Opressão do povo
  • Falsos valores
  • Valorização da cultura

Debate sobre os livros : Triste Fim de Policarpo Quaresma


  • Julgamento
  • Loucura
  • Vícios / regras
  • Nacionalismo ufanista
  • Restauração
  • Autenticidade
  • Autorretrato
  • Censura
  • Brasil - colônia econômica de outros países
  • Comércio exterior
  • Abismo social (nacionalismo x interesse próprio)
  • Denúncia social
  • Alienação
  • Organização, legislação para motivação do trabalho
  • Preconceito
  • Comunismo
  • Comparação
  • Exterior de outros países
  • Importação
  • Superfatura
  • Opressão do povo
  • Falsos valores
  • Trabalho - fruto do esforço
  • Decadência social
  • Valorização da culura