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sábado, 10 de agosto de 2013

"O que você faz pela paz?" Produção textual 6

O que você faz pela paz?
Não sei dizer
Mas tento ajudar com atos bons
E às vezes, não consigo

Mas sei que tentei
Consegui
Pelo menos ajudei
Uma ou outra pessoa por aí

Às vezes eu sei que ninguém vê
Mas não me importo
Por que sei que ajudei
O que você faz pela paz?

Por: Erick Einstein Ribeiro

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

"O que você faz pela paz?" Produção textual 5

O dia começa,
E aquela pequena criança?
Duvido que possua esperança
Nas ruas deste mundo
Só vejo a maldita maldade
Que assombra
Os infantis sonhos
Que tenebrosamente destrói
Aquele possível futuro

E a paz?
Sinceramente, a ignorância só me permite
Ver a escuridão
Afirma
Que é venenosa
Essa forma profunda
Que detona os sonhos
Como posso conseguir viver
Com medo de tudo?

Já não consigo ajudar
A mudar isso
Minhas veias foram tomadas
E meu corpo está sendo levado
Por essa gigante onda
Que destrói as maravilhas e impede a paz

Abra o coração
E deixe ser levado pela multidão
Que traria novamente a vida

Por: Emeni Said Shehade

sexta-feira, 26 de julho de 2013

"O que você faz pela paz?" Produção textual 4

No momento atual, o Brasil está vivendo uma época de protestos e manifestações. Pela primeira vez em muito tempo a revolução está na cabeça do povo, não o futebol e muitos artistas nacionais e internacionais deram apoio, participaram e colaboraram com as manifestações.
Essas manifestações não são apenas pela redução das tarifas do transporte público, mas pela saúde, e educação precárias, pelos baixos salários de professores, contra a corrupção, contra a alienação e contra a falta de paz.
Ao me deparar com a pergunta "o que você faz pela paz?", logo pensei na palavra REVOLUÇÃO, pois acredito que, no Brasil atual, apenas com uma revolução teremos paz. É pela paz que milhões de protestantes mantêm essa mente com ideais revolucionários.
Muitas pessoas acreditam que, o máximo que se pode fazer pela paz é ser uma boa pessoa, não brigar, entre outras atitudes que, na realidade, ajudam com a paz, mas de que adianta isso se não tivermos a revolução em nossa mente?
Não estou pedindo para que sempre que uma coisinha ou outra estiverem erradas, juntar um grupo de pessoas e tentar mudar o país, mas peço para que, se a paz não fizer mais parte do nosso cotidiano, tenhamos a revolução em mente e comecemos mudando o nosso interior.

Por: Maria Luiza Vieira Nunes

sábado, 20 de julho de 2013

"O que você faz pela paz?" Produção Textual 3

O que eu faço ou poderia fazer pela minha,  nossa, sua, vossa voz? Como a própria música cita "você acredita ou não? O que nós fazemos pela qual? Será o meu, o seu máximo para a paz?"
Só a partir das revoltas que conseguiremos proceder com a paz, só depois de várias guerras conseguiremos a paz, depois da revolta de seus agressores.
Teremos que conquistar a paz, mas só a teremos se nos unirmos, sem totais divergências, nada de protestos entre nós e os outros.

Por: Nathan Alexande

quarta-feira, 17 de julho de 2013

"O que você faz pela paz?" Produção textual 2

Para mim, paz é união. Você só vai estar em paz se estiver unido, seja com amigos, família ou até desconhecidos. Você também já deve ter se perguntado pra que as guerras,  roubos, assassinatos e amor e de que adianta aquilo que foi feito para nos proteger, seja lutando pelo país ou não. Este ano, o Brasil acordou e milhões de pessoas estão indo às ruas para protestar e dizer aos políticos que isso NÃO ESTÁ CERTO. Não precisamos de estádios, precisamos de escolas, hospitais, melhoras no transporte público. Lutamos por nossas coisas. Eles gastam milhões para fazer estádios, então quando estiver doente, vá ao estádio... O Brasil acordou e vai mudar e para mim, essa é paz, lutar, unir-se para resgatar o que é nosso por direito.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

"O que você faz pela paz?" Produções textuais 1

E a paz? O que eu faço com ela? Ou melhor, por ela? Cresci acreditando em uma possível quebra desta, já que nunca antes eu houvera presenciado um movimento tão grande em busca dela.
Percebi que eu nunca soube o verdadeiro significado da paz, porque  fui enganada por terceiros que tentam conquistá-la por meio da  guerra! Onde fomos parar?
Mas, e eu? O que eu faço pela paz? Acredito que nenhum ato é grandioso ou louvável o suficiente para isso. Talvez falo mais do que existo. Falo além daquilo que muitos são capazes de compreender e até mesmo além da minha compreensão.
Então eu afirmo, eu EXISTO pela paz! E isso é uma coisa que deve ser sentida e não pressionada. É como  um "vírus", silencioso. Você só se dá conta de que existe quando teu intelecto está dominado pelo mesmo.

Aline Tamasiro

sábado, 18 de maio de 2013

Produção textual 8

Estávamos todos lá. Era a chance de mudar a forma de governo do nosso pais. Éramos mais de 15 mil e meu companheiro de partido Douglas estava muito entusiasmado pela ideia de revolução. Mal sabia que, agindo daquela forma, ele poderia quebrar nosso sistema.
Tenho certeza de que se não fosse pelo companheiro Marcelo, ele não estaria aqui hoje. Nossa manifestação era pacífica, mas esses policiais repressores eram ignorantes e não conseguiriam aguentar nossos argumentos revolucionários.
Mais de 15 mil, homens e mulheres, mas todos ali tinham medo daquela prisão a qual não sabíamos direito o que era, mas sabíamos que lá estavam muitos companheiros. Nomes eram difíceis de saber já que muitos ali já haviam trocado os deles várias vezes.
Eu não entendia Douglas. Parecia que ele estava na manifestação para ser preso e realmente isso iria acontecer se não fosse por um ato rápido e ágil de Marcelo, para que nosso amigo não fosse preso. Marcelo foi um repreensor.

domingo, 5 de maio de 2013

Produção textual 7

Na ditadura você apenas olhava o que estava acontecendo. Respirar? Não sei... As pessoas estavam vivendo uma época que pode ser chamada de inferno. Falar? Jamais!
Estar andando na rua e do nada ser calado, capturado e preso. Isso era aquele inferno. Ser torturado e ainda não ter liberdade de expressão? Viver assim, apenas observando o que acontece, calado.
De uma hora para outra você está preso em algum lugar com pessoas que você não conhecia, mas sabia o que elas sentiam.
Ser torturado até a morte, ser jogado no meio da rua e ser dado como alguém que morreu atropelado. Preferia morrer do meu próprio veneno, como dizia Chico Buarque.
Ficar calado o tempo e depois ser torturado. A tortura já era ficar calado, já era viver naquela época, e logo depois ser torturado fisicamente. Já não era demais ter que suportar a dor sentimental? Para quem estava ali,   torturando, não.
Se hoje muitas pessoas são frias, não sabem o valor do amor ao próximo, se hoje somos mortos por bandidos sem motivos, imagine o que era viver naquela época. Realmente um inferno!
O pior de tudo é não poder fazer nada e vê-los se divertindo ao torturarem alguém na sua frente ou te torturarem... Não ter banho, talher para comer são coisas que hoje, para nós, são insignificantes, mas para quem estava preso significava tudo. Ter algum companheiro. São coisas pequenas a que eles davam muito valor.

Por: Débora Constantino

Produção textual 6

Eu estava lá, todo o tempo, ao seu lado, mas não pude fazer nada, só lhe acompanhar.
Às 11:05 da manhã, olhei para você, aquele rapaz tapando sua boca como se quisesse que você se calasse, mas não esqueço desse momento ou acontecimento até hoje.
Apenas fico pensando, ninguém mais poderá se expressar durante essa terrível época, a única lembrança que há lembrar de você, é aquela terrível imagem de você é aquela terrível imagem de você sendo calado naquela terrível época ditatorial  toda aquela multidão olhando você sento executado só porque você se expressou diante disso, nunca me esquecerei daquela terrível época.

Por: Nathan Alexandre

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Produção textual 5

Não poder fazer nada.
Estava na rua, andando, voltando do meu trabalho. Eu trabalhava no cartório e nesse dia tinha assinado e lido muitos papéis e estava muito cansado. Parecia que eu nunca tinha trabalhado tanto. E essa época era da ditadura, dias difíceis. Em 1955, eu tinha 25 anos. Estava quase chegando em minha casa quando me deparei com uma: um homem calando outro só porque ele fazia um discurso para poucas pessoas. Porém isso para a ditadura era demais. Eu fiquei olhando aquela cena e eu pensei: "Não posso fazer nada. Só assim evitaria acabar dentro de um caixão, como tantos homens que devem ter sido torturados por se negarem a entregar o seu grupo. E se algum deles falar? Ele com certeza iria morrer."
Nesse dia tinha um fotógrafo bem no local, ele tirou uma foto e eu sou o homem que estava olhando diretamente para a cena. Nesse dia eu voltei para casa revoltado por não poder fazer nada. Só podia ver e me calar. Nada mais. Hoje tenho 82 anos e só estou vivo pois não falei nada naquele dia.

Por: Rodrigo Costa

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Produção textual 4

O medo da verdade
Opressão. A primeira coisa que me vem à cabeça: a pessoa é obrigada a ficar calada. Uma só palavra define essa imagem: censura. Onde a pessoa é obrigada a aguentar tudo e ficar calada, ondem você sofre e não pode se defender, um lugar que você se sente diminuído, pois você tem que aguentar o sofrimento, angústia, amargura e também a solidão.
Acredito que a pior coisa é você não poder questionar; eu me ponho no lugar dessa pessoa e sinto amargura, me sinto na vontade de desabafar sabendo que não posso. Também me sinto na obrigação de me defender e de defender os outros, mas simplesmente não posso. Só iria causar dor e mais sofrimento.
Ao mesmo tempo, tenho muita raiva da pessoa que me cala,  mas posso sentir que essa pessoa também quer falar mas não pode.
De uma certa forma, vivenciar essa época deve ter sido a pior coisa que um ser humano pode ter vivenciado, uma forma de derrota, pois você está sendo dominado.
Ditadura. Uma palavra onde se encontra desespero, censura, opressão, sofrimento, ódio, mas tentamos, de alguma forma, encontrar qualquer coisa que nos dê sinal de esperança. Ao acabar esse pesadelo, é como se fosse um desabafo, sabendo que para chegar até ali foi um dos maiores sacrifícios. Agora, você fala o que te faz sofrer, o que te agoniza, pois agora não se encontra mais solidão nem sofrimento, pois não precisa mais tentar jogar algo através de músicas. Agora podemos nos libertar e dizer realmente o que nos irrita e nos faz ter mais medo. Podemos dizer a verdadeira realidade.

Por: Jhenipher Cordeiro

terça-feira, 30 de abril de 2013

Produção textual 3

Raiva era o que eu sentia. E a voz dentro de mim não se calava. Justiça era o que eu queria. A revolução borbulhava dentro de mim, corria como lava nas minhas veias, e era calado que eles pretendiam que eu acordasse?
Eu ergueria minha voz nem que fosse para a morte e no meio daqueles que me censuravam eu me sentia puro, por saber que, mesmo que ocultada, minha voz atingiria algum lugar.
Sentia-me deslocado, como uma aberração, ou então jorrando sintomas da ideologia comunista. Calaram minha boca naquele momento, mas não conseguiam me impedir de pensar e, de dentro do meu peito, gritar.
Mesmo que não transparecesse, a humilhação constate tinha o poder de fazer corar o mais valente dos homens e vulnerabilizar o mais duro coração.
Era ditadura, eles diziam, mas para mentes pensantes, um inferno literal. Dia após dia, uma chama de esperança insistia em renascer e a cada dia mais forte. Mas trazia consigo a pior dor, a dor de ficar calado.
Se respirasse fundo, podia sentir o cheiro da corrupção e de um sistema, aparentemente, inquebrável. Os dias aparentavam ser mais longos quando imaculados naquelas pequenas celas de tortura e humilhação, as vozes que clamavam por revolução eram obrigadas a se calarem.

Por: Aline Oliveira Tamasiro.

sábado, 27 de abril de 2013

Produção textual 2

Pessoas sendo presas por coisas que nem fizeram. Até quando isso? Estou preferindo fingir que não tenho conhecimento nenhum a ter uma atitude contra essa opressão.
Muito tempo já se passou e todos nós continuamos na mesma. Não podemos falar, agir, cantar, fugir... Não podemos fazer nada!
Ainda me lembro daquele dia em que vi meu amigo sendo detido pelos estúpidos policiais da época simplesmente por tentar se expressar. Que cena triste. Que cena vazia. Eu estava com medo de ser preso junto pois já imaginava o que iria acontecer comigo, morreria ao certo, assim como grande parte da população brasileira (a parte mais intelectual) havia morrido. Preferi ser ignorante.
Todos censurados. Tudo nas mãos do governo. Várias pessoas escondidas na escuridão da noite. Chega de torturas, chega desse Brasil! Espero aqui um futuro e um país melhor, com pessoas que têm voz, vez e lugar. Aguardo a tão sonhada e desejada liberdade.

Por: Maria Luiza Vieira  Nunes

Produção textual 1

A determinado tempo, havia a capacidade de haver uma humanidade sem direitos, sem opiniões porém com muitas ideias e muita esperança.
Por que a maldita repressão afetou um dia a nossa sociedade? Como se prolongou essa desumana situação?
Aquele difícil período em que não se sabia ao certo o que fazer. Mas as pessoas nem imaginavam como chegaram àquele triste momento.
Talvez aquelas atitudes de libertação geram a pura tensão da censura até compreenderem que tudo a volta está errado. Até enxergarem o sofrimento de muitas famílias, quando novamente poderem sair livremente na rua, com a certeza de voltarem bem à sua casa.
Finalmente tudo isso acabou, mas o que nunca irá terminar será o sofrimento ainda no coração de muitos.
Por: Emeni Said Shehade