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sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Resultados



Nosso projeto foi um sucesso! Graças à todo nosso esforço, não só do 9º ano A, mas sim de todos os que estavam realmente envolvidos com o projeto, conseguimos chegar ao nosso resultado.
Deu trabalho fazer tudo? Sim, e como, mas valeu muito a pena. Foi um trabalho não só artístico, mas também intelectual e cultural que conseguiu atingir a todos.
Nós só temos a agradecer à presença, ao apoio, à dedicação de todo mundo, que sem isso, não conseguiríamos chegar onde chegamos. Nosso Brasil de Areia não acaba por aí.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Capitães da Areia em detalhes


  • Foco narrativo - A obra faz uso de um narrador onisciente que, mesmo relatando crimes, os assaltos e toda sorte de delitos realizados pelos Capitães da Areia , não deixa de mostrar o lado doce e carente dessas crianças que se lançaram ao crime como última possibilidade de sobrevivência.
  • Espaço - Cidade de Salvador, capital da Bahia e mais precisamente no velho trapiche que serve de esconderijo, moradia e ponto de encontro dos Capitães da Areia.
  • Tempo -  Cronologia bem marcada, com inúmeras citações de horas, dias da semana, etc.

Jorge, o mais amado do Brasil

Jorge Amado
Características principais de suas obras: 

  • Apresenta-se como o mais fecundo contador de histórias regionais da nossa literatura; 
  • Trabalha com a descrição de tipos marginais, pescadores, marinheiros, visando, através deles analisar toda a sociedade;
  • Usa e abusa de uma linguagem oral que retrata o falar do povo;
  • Apresenta, com frequência, grandes painéis coloridos e de fácil percepção a todo tipo de leitor; 
  • Seus romances são fortemente marcados pelo lirismo e alguns deles por uma postura ideológica explícita;
  • Segundo o próprio autor sua obra divide-se em dois grandes momentos: 
  1. A narrativa de denúncia da exploração dos trabalhadores e suas lutas politicas 
  2. A narrativa colorida de costumes
"Não sei fazer outra coisa... Então, primeiro, eu escrevo porque, bem ou mal, é a única coisa que sei fazer;
Segundo porque é um ofício que, sendo difícil é duro, por vezes dramático mesmo, é um ofício que dá também muita alegria, uma certa satisfação por ter feito alguma coisa... Eu escrevo por não poder deixar de escrever, de escrever romances, de recriar a vida."

terça-feira, 9 de abril de 2013

Produção: Mandalas

Mandala (मण्डल) é a palavra sânscrita que significa círculo ou "aquilo que circunda um centro. É uma representação geométrica da dinâmica relação entre o homem e o cosmo. De fato, toda mandala é a exposição plástica e visual do retorno à unidade pela delimitação de um espaço sagrado e atualização de um tempo divino.



(Desenhos feitos pelos alunos: Pedro Henrique, Aline Tamasiro, Nicolas Souza, João Vitor Lima)

sábado, 30 de março de 2013

Capitães da Areia - Personagens

PEDRO BALA – líder dos Capitães da Areia, tem o cabelo loiro e uma cicatriz de navalha no rosto, fruto da luta em que venceu o antigo comandante do bando. Seu pai, conhecido como Loiro, era estivador e liderara uma greve no porto, onde foi assassinado por policiais. 

SEM-PERNAS – deficiente físico, possui uma perna coxa. Preso e humilhado por policiais bêbados, que o obrigaram a correr em volta de uma mesa na delegacia até cair extenuado, Sem-Pernas conserva as marcas psicológicas desse episódio, que provocou nele um ódio irrefreável contra tudo e todos, incluindo os próprios integrantes do bando. 

GATO – é o galã dos Capitães da Areia. Bem-vestido, domina a arte da jogatina, trapaceando, com seu baralho marcado, todos os que se aventuram numa partida contra ele. Além dos furtos e do jogo, Gato consegue dinheiro como cafetão de uma prostituta chamada Dalva. 

PROFESSOR – intelectual do grupo, deu início às leituras depois de um assalto em que roubara alguns livros. Além de entreter os garotos, narrando as aventuras que lê, o Professor ajuda decisivamente Pedro Bala, aconselhando- o no planejamento dos assaltos. 

PIRULITO – era o mais cruel do bando, até que, tocado pelos ensinamentos do padre José Pedro, converte-se à religião. Executa, com os demais, os roubos necessários à sobrevivência, sem jamais deixar de praticar a oração e sua fé em Deus. 

BOA-VIDA – o apelido traduz seu caráter indolente e sossegado. Contenta-se com pequenos furtos, o suficiente para contribuir para o bem-estar do grupo, e com algumas mulheres que não interessam mais ao Gato. 

JOÃO GRANDE – é respeitado pelo grupo em virtude de sua coragem e da grande estatura. Ajuda e protege os novatos do bando contra atos tiranos praticados pelos mais velhos. 

VOLTA SECA – admirador do cangaceiro Lampião, a quem chama de padrinho, sonha um dia participar de seu bando. 

DORA – seus pais morreram, vítimas da varíola, quando tinha apenas 13 anos. É encontrada com seu irmão mais novo, Zé Fuinha, pelo Professor e por João Grande. Ao chegar ao trapiche abandonado, onde os garotos dormem, Dora quase é violentada, mas, tendo sido protegida por João Grande, o grupo a aceita, primeiro como a mãe de que todos careciam, depois como a valente mulher de Pedro Bala. 

PADRE JOSÉ PEDRO – padre de origem humilde, só conseguiu entrar para o seminário por ter sido apadrinhado pelo dono do estabelecimento onde era operário. Discriminado por não possuir a cultura nem a erudição dos colegas, demonstra uma crença religiosa sincera. Por isso, assume a missão de levar conforto espiritual às crianças abandonadas da cidade, das quais os Capitães da Areia são o grande expoente. 

QUERIDO-DE-DEUS – grande capoeirista da Bahia, respeita o grupo liderado por Pedro Bala e é respeitado por ele. Ensina sua arte para alguns deles e exerce grande influência sobre os garotos

sexta-feira, 29 de março de 2013

Livros 9º ano A - Capitães da Areia

É um romance modernista, pertencente a segunda fase do Modernismo no Brasil (1930-1945), também conhecida como Romance de 30 ou fase Neorrealista, cuja narrativa aparece fortemente vinculada às transformações políticas, sociais e econômicas do período. Pela primeira vez na literatura brasileira, um escritor denuncia de maneira planfetária - romântica, e paraxodalmente, socialista e realista - o problema dos menores abandonados e infratores que desafiavam a polícia e a própria sociedade. A abordagem romântica deve-se, exclusivamente, ao fato de o autor minimizar os delitos dos meninos e acentuar os defeitos da sociedade. Nem mesmo a igreja ficou livre da censura do autor. Por outro lado, Jorge Amado traz para a discussão a problemática desses meninos que não tiveram a felicidade de ter uma família ou a felicidade de ser acolhidos pelo  Estado que tinha (e ainda tem) a obrigação de defendê-los de qualquer tipo de marginalização.
Capitães da Areia trata da problemática do menor abandonado e das suas consequências: a violência, a criminalidade, a discriminação e a prostituição. A narrativa inicia-se com uma sequência de Cartas à Redação do Jornal da Tarde - Carta do Secretário do Chefe de Polícia; Carta do doutor Juiz de Menores; Carta de uma Mãe Costureira; Carta do Padre José Pedro; Carta do Diretor do Reformatório - a fim de debater as questões referentes a crianças que viviam do furto e infestavam a cidade. São apresentados, logo em seguida, três capítulos: "Sob a lua num velho trapiche abandonado"; "Noite de grande paz, da grande paz dos seus olhos"; "Canção da Bahia, Canção da Liberdade"..

"Logo que um novato entrava para os Capitães da Areia formava logo uma idéia ruim de Sem-Pernas. Porque ele logo botava um apelido, ria de um gesto, de uma frase do novato.Ridicularizava tudo era dos que mais brigavam.Tinha mesmo uma fama de malvado.Muitos do grupo não gostavam dele, mas aqueles que passavam por cima de tudo e se faziam seus amigos diziam que ele era um "sujeito bom". No mais fundo de seu coração ele tinha pena da desgraça de todos. E rindo, e ridicularizando, era que fugia da sua desgraça. Era como um remédio. No rosto do que rezava ia uma exaltação, qualquer coisa que ao primeiro momento o Sem-Pernas pensou que fosse alegria ou felicidade. Mas fitou o rosto do outro e achou que era uma expressão que não sabia definir. E pensou, contraindo seu rosto pequeno, que talvez por isso ele nunca tenha pensado em rezar, em se voltar para o céu.O que ele queria era fugir da sua angústia, que estrangulava. Mas o Sem-Pernas não compreendia que aquilo pudesse bastar. Ele queria uma coisa imediata, uma coisa que pusesse seu rosto sorridente e alegre, que o livrasse da necessidade de rir de todos e rir de tudo. Que o livrasse também daquela angústia, daquela vontade de chorar que o tomava nas noites de inverno. No bando,não tardou a se destacar porque sabia como ninguém como afetar a dor"

terça-feira, 26 de março de 2013

Sob a lua, num velho trapiche abandonado, as crianças dormem.

Antigamente, aqui era o mar. Nas grandes e negras pedras dos alicerces do trapiche as ondas ora se rebentavam fragorosas, ora vinham se bater mansamente. A água passava por baixo da ponte sob a qual muitas crianças repousam agora, iluminadas por uma réstia amarela de lua. Desta ponte saíram inúmeros veleiros carregados, alguns eram enormes e pintados de estranhas cores, para a aventura das travessias marítimas. Aqui vinham encher os porões e atracavam nesta ponte de tábuas, hoje comidas. Antigamente diante do trapiche se estendia o mistério do mar-oceano, as noites diante dele eram de um verde escuro, quase negras, daquela cor misteriosa que é a cor do mar à noite.

domingo, 24 de março de 2013

Produção: Capitães da Areia - cenários


Desenhos feitos pelos alunos: Aline Tamasiro, Nathan Alexandre)

Produção: Orixás

Como falar de Jorge Amado e não falar de Bahia? E como falar de Bahia e não falar de religiões? Com o intuito de mostrar as religiões da Bahia, foram feitos desenhos sobre os Orixás.

Desenhos feitos pelos alunos: Aline Tamasiro, João Lima, Jhenipher Cordeiro e Débora Frias

quinta-feira, 21 de março de 2013

Debate sobre os livros: Capitães da Areia e Triste Fim de Policarpo Quaresma 2

  • Ambos trabalhavam com a distorção das regras
  • Existe um poder do Brasil que colabora com um grupo, não em coletivo
    • Sociedade injusta
  • Alienação - carência torna as pessoas alienadas
  • Negação -> pela sociedade
  • Fidelidade:
    • Entre o grupo (Capitães da Areia)
    • Com os próprios ideais (Triste Fim de Policarpo Quaresma)
  • Não tinham educação mas tinham mais informações sobre o mundo (Capitães)
  • Sociedade ignorante com direito a educação mas sem conhecimento (Policarpo)
  • HIERARQUIA
  • Exclusão:
    • da sociedade por serem pobres e abandonados (Capitães)
    • da sociedade por suas ideias além da capacidade daqueles que fugiram de suas raízes para seguir um contexto do que é ideal (Policarpo)
  • Imposição de regras inúteis para a sociedade

Debate sobre os livros: Capitães da Areia + Triste Fim de Policarpo Quaresma

Em comum, os livros falam sobre:

  • Contexto social como justificativa para violência (ditaduras)
  • Liderança e autoritarismo
  • Preconceito
  • Carência
  • Doença (associada à loucura)
  • Intolerância
  • Sistema unilateral organizado
  • Sonhos
  • Hierarquia
  • Exclusão social
  • Sistema inapto
  • Leis e regras
  • Honra / lealdade
  • Julgamento
  • Regras
  • Autenticidade
  • Autorretrato
  • Censura
  • Interesses próprios
  • Denuncia social
  • Alienação
  • Preconceito
  • Opressão do povo
  • Falsos valores
  • Valorização da cultura

Debate sobre os livros: Capitães da Areia


  • Contexto social como justificativa para violência
  • Miscigenação religiosa
  • Liderança e autoritarismo
  • Preconceito
  • Homossexualidade
  • Diversidade no mesmo grupo
  • Sexualidade
  • Carência afetiva
  • Doença - agressão sem expectativa (bexiga / varíola)
  • Desigualdade social (1º e 3º mundo dividem o mesmo espaço espaço, mas não a mesma realidade)
  • Transmissão entre o infantil e o adulto 
  • Intolerância
  • Sistema unilateral organizado
  • Superação / sonhos
  • Hierarquia
  • Exclusão social
  • Sistema inapto para restabelecimento social
  • Leis / regras
  • Honra / lealdade
  • Respeito ao próximo