quarta-feira, 17 de julho de 2013
"O que você faz pela paz?" Produção textual 2
Para mim, paz é união. Você só vai estar em paz se estiver unido, seja com amigos, família ou até desconhecidos. Você também já deve ter se perguntado pra que as guerras, roubos, assassinatos e amor e de que adianta aquilo que foi feito para nos proteger, seja lutando pelo país ou não. Este ano, o Brasil acordou e milhões de pessoas estão indo às ruas para protestar e dizer aos políticos que isso NÃO ESTÁ CERTO. Não precisamos de estádios, precisamos de escolas, hospitais, melhoras no transporte público. Lutamos por nossas coisas. Eles gastam milhões para fazer estádios, então quando estiver doente, vá ao estádio... O Brasil acordou e vai mudar e para mim, essa é paz, lutar, unir-se para resgatar o que é nosso por direito.
quinta-feira, 4 de julho de 2013
"O que você faz pela paz?" Produções textuais 1
E a paz? O que eu faço com ela? Ou melhor, por ela? Cresci acreditando em uma possível quebra desta, já que nunca antes eu houvera presenciado um movimento tão grande em busca dela.
Percebi que eu nunca soube o verdadeiro significado da paz, porque fui enganada por terceiros que tentam conquistá-la por meio da guerra! Onde fomos parar?
Mas, e eu? O que eu faço pela paz? Acredito que nenhum ato é grandioso ou louvável o suficiente para isso. Talvez falo mais do que existo. Falo além daquilo que muitos são capazes de compreender e até mesmo além da minha compreensão.
Então eu afirmo, eu EXISTO pela paz! E isso é uma coisa que deve ser sentida e não pressionada. É como um "vírus", silencioso. Você só se dá conta de que existe quando teu intelecto está dominado pelo mesmo.
Aline Tamasiro
Percebi que eu nunca soube o verdadeiro significado da paz, porque fui enganada por terceiros que tentam conquistá-la por meio da guerra! Onde fomos parar?
Mas, e eu? O que eu faço pela paz? Acredito que nenhum ato é grandioso ou louvável o suficiente para isso. Talvez falo mais do que existo. Falo além daquilo que muitos são capazes de compreender e até mesmo além da minha compreensão.
Então eu afirmo, eu EXISTO pela paz! E isso é uma coisa que deve ser sentida e não pressionada. É como um "vírus", silencioso. Você só se dá conta de que existe quando teu intelecto está dominado pelo mesmo.
Aline Tamasiro
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Revolução.
Segundo dicionários, no contexto em que estamos trabalhando, essa palavra pode signficar:
Cada pessoa tem para si um significado de "revolução". Exitem várias e várias pessoas idealizando uma revolução, estudando as revoluções que já aconteceram no mundo e respirando revolução. O que revolução é para você?1. Mudança brusca e violenta na estruturaeconómica , social ou política de um Estado (ex.: a Revolução Francesa).2. Reforma, transformação, mudança completa.3. Perturbação moral, indignação, agitação.
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Rosa de Hiroshima
Nas aulas de agora, estamos aprendendo e debatendo sobre ditadura e guerras mundiais, dois tópicos que nos levam a um nome: Vinícius de Moraes.
Nascido no Rio de Janeiro em 19 de outubro de 1913, foi um dos poetas e compositores brasileiros que vivenciou a época ditatorial. Teve "duas caras" em seus poemas: a parte mais cotidiana (que o acompanhou desde o início da sua carreira) e a parte com mais críticas sociais (que surgiu na época da ditadura).
Quando a Segunda Guerra Mundial estava acabando, os Estados Unidos, para mostrar seu "poder radioativo", lançou sobre o Japão duas bombas atômicas que caíram nas cidades de Hiroshima e Nagasaki.
A letra da música está sendo analisada em sala, junto com a professora de Língua Portuguesa.
Nascido no Rio de Janeiro em 19 de outubro de 1913, foi um dos poetas e compositores brasileiros que vivenciou a época ditatorial. Teve "duas caras" em seus poemas: a parte mais cotidiana (que o acompanhou desde o início da sua carreira) e a parte com mais críticas sociais (que surgiu na época da ditadura).
Quando a Segunda Guerra Mundial estava acabando, os Estados Unidos, para mostrar seu "poder radioativo", lançou sobre o Japão duas bombas atômicas que caíram nas cidades de Hiroshima e Nagasaki.
A letra da música está sendo analisada em sala, junto com a professora de Língua Portuguesa.
"Pensem nas crianças mudas, telepáticas
Pensem nas meninas cegas, inexatas
Pensem nas mulheres, rotas alteradas
Pensem nas feridas como rosas cálidas
Ma, oh! não se esqueçam da rosa, da rosa
Da rosa de Hiroshima, a rosa hereditária
A rosa radioativa, estúpida inválida
A rosa com cirrose a antirosa atômica
Sem cor, sem perfume, sem rosa
Sem nada."
sábado, 18 de maio de 2013
Produção textual 8
Estávamos todos lá. Era a chance de mudar a forma de governo do nosso pais. Éramos mais de 15 mil e meu companheiro de partido Douglas estava muito entusiasmado pela ideia de revolução. Mal sabia que, agindo daquela forma, ele poderia quebrar nosso sistema.
Tenho certeza de que se não fosse pelo companheiro Marcelo, ele não estaria aqui hoje. Nossa manifestação era pacífica, mas esses policiais repressores eram ignorantes e não conseguiriam aguentar nossos argumentos revolucionários.
Mais de 15 mil, homens e mulheres, mas todos ali tinham medo daquela prisão a qual não sabíamos direito o que era, mas sabíamos que lá estavam muitos companheiros. Nomes eram difíceis de saber já que muitos ali já haviam trocado os deles várias vezes.
Eu não entendia Douglas. Parecia que ele estava na manifestação para ser preso e realmente isso iria acontecer se não fosse por um ato rápido e ágil de Marcelo, para que nosso amigo não fosse preso. Marcelo foi um repreensor.
Tenho certeza de que se não fosse pelo companheiro Marcelo, ele não estaria aqui hoje. Nossa manifestação era pacífica, mas esses policiais repressores eram ignorantes e não conseguiriam aguentar nossos argumentos revolucionários.
Mais de 15 mil, homens e mulheres, mas todos ali tinham medo daquela prisão a qual não sabíamos direito o que era, mas sabíamos que lá estavam muitos companheiros. Nomes eram difíceis de saber já que muitos ali já haviam trocado os deles várias vezes.
Eu não entendia Douglas. Parecia que ele estava na manifestação para ser preso e realmente isso iria acontecer se não fosse por um ato rápido e ágil de Marcelo, para que nosso amigo não fosse preso. Marcelo foi um repreensor.
quinta-feira, 9 de maio de 2013
Nem a rosa, nem o cravo
As frases perdem seu sentido, as palavras perdem sua significação costumeira, como dizer das árvores e das flores, dos teus olhos e do mar, das canoas e do cais, das borboletas nas árvores, quando as crianças são assassinadas friamente pelos nazistas? Como falar da gratuita beleza dos campos e das cidades, quando as bestas soltas no mundo ainda destroem os campos e as cidades?
Já viste um loiro trigal balançando ao vento? É das coisas mais belas do mundo, mas os hitleristas e seus cães danados destruíram os trigais e os povos morrem de fome. Como falar, então, da beleza, dessa beleza simples e pura da farinha e do pão, da água da fonte, do céu azul, do teu rosto na tarde? Não posso falar dessas coisas de todos os dias, dessas alegrias de todos os instantes. Porque elas estão perigando, todas elas, os trigais e o pão, a farinha e a água, o céu, o mar e teu rosto. Contra tudo que é a beleza cotidiana do homem, o nazifascismo se levantou, monstro medieval de torpe visão, de ávido apetite assassino. Outros que falem, se quiserem, das árvores nas tardes agrestes, das rosas em coloridos variados, das flores simples e dos versos mais belos e mais tristes. Outros que falem as grandes palavras de amor para a bem-amada, outros que digam dos crepúsculos e das noites de estrelas. Não tenho palavras, não tenho frases, vejo as árvores, os pássaros e a tarde, vejo teus olhos, vejo o crepúsculo bordando a cidade. Mas sobre todos esses quadros bóiam cadáveres de crianças que os nazis mataram, ao canto dos pássaros se mesclam os gritos dos velhos torturados nos campos de concentração, nos crepúsculos se fundem madrugadas de reféns fuzilados. E, quando a paisagem lembra o campo, o que eu vejo são os trigais destruídos ao passo das bestas hitleristas, os trigais que alimentavam antes as populações livres. Sobre toda a beleza paira a sombra da escravidão. É como u’a nuvem inesperada num céu azul e límpido. Como então encontrar palavras inocentes, doces palavras cariciosas, versos suaves e tristes? Perdi o sentido destas palavras, destas frases, elas me soam como uma traição neste momento.
Mas sei todas as palavras de ódio, do ódio mais profundo e mais mortal. Eles matam crianças e essa é a sua maneira de brincar o mais inocente dos brinquedos. Eles desonram a beleza das mulheres nos leitos imundos e essa é a sua maneira mais romântica de amar. Eles torturam os homens nos campos de concentração e essa é a sua maneira mais simples de construir o mundo. Eles invadiram as pátrias, escravizaram os povos, e esse é o ideal que levam no coração de lama. Como então ficar de olhos fechados para tudo isto e falar, com as palavras de sempre, com as frases de ontem, sobre a paisagem e os pássaros, a tarde e os teus olhos? É impossível porque os monstros estão sobre o mundo soltos e vorazes, a boca escorrendo sangue, os olhos amarelos, na ambição de escravizar. Os monstros pardos, os monstros negros e os monstros verdes.
Mas eu sei todas as palavras de ódio e essas, sim, têm um significado neste momento. Houve um dia em que eu falei do amor e encontrei para ele os mais doces vocábulos, as frases mais trabalhadas. Hoje só 0 ódio pode fazer com que o amor perdure sobre o mundo. Só 0 ódio ao fascismo, mas um ódio mortal, um ódio sem perdão, um ódio que venha do coração e que nos tome todo, que se faça dono de todas as nossas palavras, que nos impeça de ver qualquer espetáculo – desde o crepúsculo aos olhos da amada – sem que junto a ele vejamos o perigo que os cerca.
Jamais as tardes seriam doces e jamais as madrugadas seriam de esperança. Jamais os livros diriam coisas belas, nunca mais seria escrito um verso de amor. Sobre toda a beleza do mundo, sobre a farinha e o pão, sobre a pura água da fonte e sobre o mar, sobre teus olhos também, se debruçaria a desonra que é o nazifascismo, se eles tivessem conseguido dominar o mundo. Não restaria nenhuma parcela de beleza, a mais mínima. Amanhã saberei de novo palavras doces e frases cariciosas. Hoje só sei palavras de ódio, palavras de morte. Não encontrarás um cravo ou uma rosa, uma flor na minha literatura. Mas encontrarás um punhal ou um fuzil, encontrarás uma arma contra os inimigos da beleza, contra aqueles que amam as trevas e a desgraça, a lama e os esgotos, contra esses restos de podridão que sonharam esmagar a poesia, o amor e a liberdade!
Por: Jorge Amado
Assinar:
Postagens (Atom)